14 de agosto de 2008

What I am

“Não estou ciente de muitas coisas. Sei o que eu sei, se você sabe o que quero dizer” Tenho saudade. Não uma saudade qualquer. É específica, mas quase inexplicável. É sobre poder compartilhar e aprender coisas, como:
  • Leite morno, nescau e biscoito: tudo dentro do copo.
  • Berlin Affair: Espanta o frio e não deixa bêbado.
  • Edie Brickell & New Bohemians: Ainda tenho o K7, do tempo do walkman.
  • Mexer os dedos dos pés dentro do coturno: estratégia pra não congelar os dedos.
  • O silêncio: presente no intervalo das conversas. Foi quem mais disse coisas importantes.
  • Sentar no chão do ônibus cheio: de costas um pro outro, é uma técnica pra descansar!
  • Encontro de Cineclubistas: Motivo pra viajar.
  • Ilha do Mel: dormir no chão da cabana, o sal, a areia, o vento e a cerveja.
  • Cinema: O diabo no corpo.
  • Comida árabe, chuva e frio, sol e calor, papo e silêncio, leitura e sono.
  • O vinho tinto com a pizza, o escuro do cinema, dos calçadões por onde andamos.
Tudo isso sempre morou dentro de mim, mas resgatei uma carta que citava esse período (na época uns 4 anos... hoje, 20!), e que hoje é tão atual e mais forte do que nunca. Sobre o quanto era boa a bagunça, a incerteza, o mistério, o deixar acontecer. O quanto tudo foi mudado. Mas muda mesmo e a gente muda junto, no fim querendo mais que o que agora está arrumado, continue organizado. Continuo retirando das pedras as belezas da vida. E sobrevivo feliz por saber que certas coisas nunca mudam, como essa poesia que sobrevive ao tempo. E que gera a saudade.

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