26 de dezembro de 2008

Prima Obra-Prima

Em uma cidade há vários habitantes.
Talvez muitos, talvez poucos.
Uns são bons, talvez.
Outros, menos bons. Talvez maus.
A divisão muitas vezes era notória.
Noutras, sutis.
Às vezes, confundiam o forasteiro, perturbando-o.
Confuso, acreditou que a divisão era a solução.
Não percebia que a divisão, neste caso, diminuía, causava perda.
E sendo assim, cegava-se ao pensar que só existiam dois seres.
Era uma conta simplista demais.
Não havia apenas duas moradoras naquela cidade.
Mas ele não enxergava isso.
Hoje é sabido que a cidade é repleta de moradoras.
E são elas que personalizam a cidade, que dão vida, forma e essência.
Cada uma delas é uma parte do todo.
Faz o todo ser a obra-prima.
Criam o contexto geral.
Ilusão achar que somente uma delas é a melhor. A mais propícia para o forasteiro.
Sem a docilidade e ternura para abrandar o furacão da paixão e ira, o forasteiro jamais conheceria a cidade.

2 estressados(as):

Carol, pros íntimos. disse...



Que texto bonito. Foi vc quem escreveu?
Vou salva-lo aqui. Gostei muito mesmo.


Beijinhos

disse...

Oi Carol!
Sim, o texto é meu.
Ou melhor, de todas eus! rs.
Use e abuse!!
Beijão.